Nesse primeiro post, sim esse é o primogênito de uma família
que pode ser composta por um filho único (kkkk, espero que não), gostaria de
refletir um pouco de como a nossa ciência se apresenta a sociedade. Não vamos
discutir ou entrar no mérito de como as pesquisas são realizadas ou qual o
impacto que geram (ou não geram e muito comumente nem tem esse objetivo –
apenas preencher linhas no lattes), até porque grande maioria ou quase
totalidade dos pesquisadores das nossas terras tupiniquins fazem trabalhos
sérios, seguem a metodologia cientifica estritamente à risca.
Meu propósito é fazer refletir como a ciência e até mesmo
seus “feitores” se portam. Assim, um texto de um doutor ou de um pesquisador
renomado deve possuir no mínimo meia dúzia de palavras por frase, que apenas
meia dúzia de pessoas no mundo conhecem e só duas usam de fato. Ou seja,
rebuscar e dificultar a fluidez do texto é por vezes confundida ou mesclada com
a relevância do que se escreve.... Quanto mais difícil for de intender o texto
mais respeitado é quem escreveu.
Não importa se ele está dizendo que a coloração do leite é
branca, se essa informação for distribuída em diversas linhas com muitos termos
“refinados” e um caminhão de linguiça o texto é replicado e referenciado um
bocado de vezes mais.
Mas nestes casos em que nada relevante é apresentado, apenas
compilado de forma difícil de ler, não me causa grandes incômodos. Me aborrece
mais ver trabalhos extremamente interessantes e inovadores serem bombardeados
de empecilhos a sua apreciação. Por vezes o texto é produzido de uma maneira tão
minuciosamente orquestrado para que somente outro “expert” da área possa
intender. Resultado: ciência feita para ela própria. O texto não circula entre
colegas, entre alunos da graduação, entre pessoas de outras áreas .... (em fim,
nasce com a capa da invisibilidade do Potter)
Não entendam mal, não estou levantando bandeiras para
vulgarizar a maneira de escrever, fazer virar texto do zorra total. Estou sugerindo
a objetividade nas publicações cientificas, redigir de maneira clara, com
linguagem cientifica mas sem a parte da elitização burra.
De maneira simples: a Ciência deve ser feita para a
inovação, para ajudar e impactar na vida de todos e não como uma forma de
demonstrar o quão culto e conhecedor de dialetos é o autor.
PS: lendo um texto essa semana, que me motivou a começar com
esse tópico, de um MV Msc. Dr. em que ele usou 12 linhas do artigo, 4
referencias internacionais (: o), e 3 termos em latim para dizer que sua
pesquisa não tinha encontrado diferença de nem uma forma com as pesquisas já realizadas
anteriormente. Ou seja, as 12 linhas poderiam ter sido substituídas por: “Não
foram observadas diferenças relevantes e estáticas com a base de dados da
bibliográfica consultada.” Ainda bem que palavra não
paga imposto... ainda.
Nenhum comentário:
Postar um comentário