segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Raças de Cães PDF



Para ter acesso ao Livro Raças de Cães (PDF) Clique aqui. (Direcionamento para Vetarquivos)

                                           

domingo, 23 de outubro de 2016

Caso Clínico! que você faria?



Caso Clínico

Apresentação

O Médico veterinário xxxx, foi chamado até uma propriedade dedicada a criação de vacas leiteiras de forma extensiva, no local o proprietário relatou que uma das vacas, em lactação, a aproximadamente 8 meses apresentou uma vermelhidão na região dorsal, o caso veio se agravando até chegar no estado atual (fotos 1, 2 e 3). Ademais, relatou a existência de verrugas nos tetos em bastante quantidade, essas foram tratadas insistidamente, sem sucesso, com Verruclin®, Verrudel®, Formoped® e um sal homeopático a ser oferecido diariamente, cujo nome o proprietário não recordava.

Exame Clínico



Não observou-se nada digno de nova no exame físico, estando todos os resultados dentro dos parâmetros normais. 

O Veterinário, indagou quanto a alimentação do animal, e obteve de informações que a nutrição era baseado em vários tipos de pastagens e oferecido 1kg de ração 18% por dia.

foto 1

foto 2

foto 3


1- Qual provável diagnóstico?
2- Qual os procedimentos a serem adotados? 

Concursos abertos com vagas para Médicos veterinários






Concursos  abertos com vagas para Médicos veterinários na Região Sul.











Ascese editais e local de inscrição clicando na cidade desejada:Prefeitura de Lagoão - RS; Prefeitura de Calmon - RS; Prefeitura de Itapema - SC.

domingo, 16 de outubro de 2016

Caso Clínico! O que você faria?



Caso Clínico

Apresentação

O Médico veterinário xxxx, foi chamado até uma propriedade dedicada a criação de gado de corte de maneira extensiva. Chegando lá o proprietário relatou que uma das vacas da raça Tabapuã  estava apresentando-se apática a mais de um dia, sem ingerir qualquer tipo de alimento e isolada do rebanho. Além disso, observou que o animal permanecia muito tempo em decúbito esternal.

Exame Clínico

Constatou, imediatamente, ao realizar a inspeção que havia relutância ao caminhar e podia-se observar acentuado edema vulvar.

O exame físico indicou temperatura, frequência respiratória e cardíaca dentro do normal, porem com  mucosas hiperêmicas e leve desidratação. A auscultação ruminal indicou atonia completa e perda de estratificação ruminal.

O toque retal demonstrou haver gestação de 8 meses, porém com feto morto, ainda foi possível observar que havia uma torção do útero com o corno gravídico girado por cima do corno não gravídico.

Diagnóstico

Torção Uterina  



Qual seria seu procedimento a partir desse diagnóstico?
Qual o melhor tratamento para esse caso?
Qual abordagem emergencial?

domingo, 8 de maio de 2016

CONCURSO Médico Veterinário PAGA R$7.457,44


INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ 16 DE MAIO 


CONCURSO DA PREFEITURA DE MARECHAL  CÂNDIDO RONDON PAGA R$7.457,44 PARA MÉDICO VETERINÁRIO!!

Acesse o edital organizado pela FAUEL em: http://www.fauel.org.br/download/ed_001_2016_concurso_pref_marechal_candido_rondon.pdf

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Pergunta e resposta sobre cetose em ruminantes...


O que é a cetose?
Em resumo...
A cetose é uma doença relativamente comum na bovinocultura leiteira moderna em que os animais foram direcionados a uma seleção  para alta produção, desta forma, por vezes, o gasto energético para manutenção e produção do animal supera o consumo. Ou seja, existe uma desordem do metabolismo de carboidratos e gorduras, caracterizada pelo incremento de corpos cetônicos (acetona, acetoacetato, beta-hidroxibutirato) no sangue . 
De maneira simples: o animal gasta mais energia do que consegue obter através da alimentação.
Normalmente os corpos cetônicos são formados em pequena quantidade no organismo. Em caso de grande mobilização de gorduras, como ocorre na cetose bovina e na toxemia da prenhes dos pequenos ruminantes, ele se acumula no organismo causando graves transtornos como acidose metabólica e distúrbios cerebrais.

Quais os sinais clínicos?
Normalmente nos ruminantes a glicose sanguínea é de 30 a 60 mg/dl para processos fisiológicos normais. Abaixo desta quantidade, tornam-se evidentes a cetose e a sintomatologia clínica, embora a gravidade da enfermidade dependa da duração e do grau de hipoglicemia.
Os sinais clínicos iniciais são inespecíficos. De maneira geral, os animais apresentam gradual queda no apetite, especialmente por concentrados, diminuição da produção leiteira e rápida perda de condição corporal.
Pode ser observado hálito cetôtico característico (odor de acetona) hipoglicemia, hipoinsulinemia, altos níveis de ácidos graxos livres no sangue, letargia e por vezes morte.
 Os sinais clínicos nervosos têm início repentino e incluem marcha em círculo, afastamento ou cruzamento das pernas, cegueira aparente, movimentos vagos ou distraídos, apoio da cabeça contra mourão, apetite depravado, movimentos mastigatórios com salivação, sensação dolorosa, tremor e tetania moderados e marcha cambaleante.


Como diagnosticar?
O diagnóstico é baseado nos sinais clínicos, histórico de puerpério, alta produção láctea, indigestão e sintomas nervosos.
 Todos os animais doentes apresentam grande aumento dos corpos cetônicos na urina, leite e plasma.


Como deve ser feito o tratamento?
OBS: O tratamento deve ser feito apenas sob cuidados de um medico veterinário. (nunca medique o animal por conta própria, pois o quadro clinico pode se agravar acentuadamente inclusive levando a morte em caso de tratamento tardio ou incorreto)

O tratamento é baseado principalmente na elevação e manutenção da glicemia (ex: propilenoglicol, injeções intravenosas de soluções de glicose a 50%, glicerol, administração de precursores como o propionato e propileno-glicol por via oral, etc).
Glicocorticoides, como a dexametasona, são indicados para elevar a glicemia.
Estimular a alimentação é recomendável para que a recuperação ocorra de maneira plena.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Vagas Abertas para Medico Veterinários em Concursos públicos no Estado do Paraná






Cidade
Vagas
Remuneração Inicial
Inscrições abertas até
Inscrições em...
PREF. IBIPORÃ
CR
4.127,61    (40h)
29/02/2016
PREF. SANTA HELENA
01
3.008,43    (20h)
01/03/2016

PREF. MANDIRITUBA

01
1.974,49   (20h)
25/02/2016

PREF. PINHÃO

2.401,80   (40h)
01/03/2016

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Terapêutica Veterinária – Infecções (parte I)

Essa é primeira postagem (de uma série de três) sobre terapeutica das infecções aplicadas a veterinatia. Esta primeira publicação é destinada, sucintamente, a toda a classe dos Quimioterápicos.  BOA LEITURA e em muito em breve acompanhe a parte II e III.

Terapêutica Veterinária – Infecções (Parte I)
(QUIMIOTERÁPICOS)


Infecção, de maneira muito sucinta, são a colonização ou invasão de um hospedeiro por qualquer agente infeccioso. Assim, o tratamento medicamentoso de uma infecção é feita por antibióticos (que são substancias produzidas por bactérias, fungos, actinomicetos, entre outros) e por quimioterápicos (estes de origem sintética). Todavia, existe uma grande tendência de chamar todo os agentes antimicrobianos de antibióticos.

QUIMIOTERÁPICOS
*Não confundir com antineoplásicos.
Representados pelas Quinolonas, Sulfonaminas e Nitrofuranos

QUINOLONAS
Seu mecanismo de ação é através da inibição da atividade da DNA girase ou topoisomerase II, enzimas estas fundamentais a sobrevivência bacteriana. São classificados em 4 grupos:
1ª Geração (Ácido Nalidíxico, Ácido pipemídico, Cinoxacino); 2ª Geração (Enrofloxacina, Norfloxacina, Lomefloxacina, Pefloxacina, Ofloxacina, Ciprofloxacina, aminofloxacina, ...) 3ª Geração (Levofloxacino, Sparfloxacino, Moxifloxacino, Gatifloxacino) 4ª Geração (Gemifloxacino, Trovafloxacino, Clinafloxacino, Sitafloxacino, Garenoxacina).

Obs: a Gatifloxacina esta fora do mercado por causar alteração dos níveis glicêmicos em humanos.

As quinolonas de 1ª geração são extremamente TÓXICAS para carnívoros, jamais devendo ser empregadas nestes animais, pois seu uso comumente leva o animal a óbito.

As aprovadas para uso em medicina veterinária de pequenos animais incluem a enrofloxacina, difloxacina, orbifloxacina e marbofloxacina. A danofloxacina, enrofloxacina e sarafloxacina são aprovadas para uso em gado e avicultura.  As quinolonas de 3ª e 4ª geração atualmente não são utilizadas na rotina veterinária.
**A enrofloxacina foi desenvolvida exclusivamente para ser usada em medicina veterinária.

As quinolonas de 1ª geração atuam especialmente contra bactérias gram-negativas e especialmente indicadas para infecções urinarias. As  quinolonas de 2ª geração ou fluoroquinolonas (como também são conhecidas) são uma das primeiras escolhas para infecções urinárias e gastrointestinais, onde os Gram-negativos predominam. No entanto, podem ser usadas como boa alternativa para algumas infecções cutâneas, ósseas, articulares e de tecidos moles, dependendo do agente envolvido.

 APRESENTAÇÕES COMERCIAIS: (H= uso humano; V= uso veterinário)

a. Quinolonas de primeira geração:
• Ácido nalidíxico: Nalivet (V), Naluril (H) e Wintomylon (H);
• Ácido oxolínico: Oxomid (V) e Oxosol (V);
• Ácido pipemídico: Balurol (H) e Uroxina (H).
b. Quinolonas de segunda geração:
• Aminofloxacina: Não tem apresentações comerciais no Brasil;
• Ciprofloxacina: Biamotil Colírio/Pomada (H), Ciloxan Colírio/Pomada (H), Ciflox (H) e Cipro (H);
• Danofloxacina: Advocin (V);
• Enrofloxacina: Baytril (V), Duotril (V) e Flotril (V);
• Esparfloxacina: Não tem apresentações comerciais no Brasil;
• Floroxacina: Não tem apresentações comerciais no Brasil;
• Levofloxacina: Levaquin (H);
• Lomefloxacina: Maxaquin (H);
• Norfloxacina: Bio-Flox (V), Norfloxazol (V), Biamotil Colírio (H), Floxacin (H) e Respexil (H);
• Ofloxacina: Floxstat (H) e Ofloxan (H);
• Pefloxacina: Peflacin (H);
• Rosoxacina: Eradacil (H).

(fonte: VIANA, F. A. B. Fundamentos de terapêutica veterinária.)


  SULFONAMINAS
Conhecidos por serem os primeiros agentes realmente efetivos a serem utilizados clinicamente contra infecções bacterianas.
As sulfonamidas  tem efeito bacteriostático  de amplo espectro e atuam sobre as bactérias através de inibição da diidropepteroato-sintetase. São mais eficientes no tratamento das infecções agudas, onde os mecanismos humorais e celulares de defesa se mostram mais ativos.

OBS: Existem bactérias que possuem resistência natural pois não necessitam sintetizar seu próprio ácido fólico, podendo utilizar o folato pré-formado, um exemplo disso são as bactérias do Gênero Leptospira.

O trimetoprim é associado frequentemente as Sulfas devido O efeito das duas drogas é sinérgico, pois atuam em passos diferentes da síntese do ácido tetra-hidrofólico (folínico), necessária para a síntese dos ácidos nucléicos.
As sulfonamidas são contra-indicadas em pacientes com insuficiência hepática ou renal graves, discrasias sanguíneas ou sabidamente hipersensíveis à droga.  Em altas doses, podem ser teratogênicas e, por isto, devem ser evitadas em gestantes.

NORMAS GERAIS PARA A PRESCRIÇÃO DE SULFAS:
Utilizar apenas em infecções agudas produzidas por agentes susceptíveis;
Fornecer água em abundância e, se necessário, forçar seu consumo;
Verificar se não existem lesões hepáticas ou renais que possam dificultar o metabolismo ou a eliminação da droga;
 Fornecer doses dobradas nas primeiras 24 horas, visando alcançar mais rapidamente o nível plasmático ideal.
Suspender imediatamente o tratamento se observados sinais de intoxicação, principalmente micção freqüente e urina sanguinolenta.

 APRESENTAÇÕES COMERCIAIS / DOSES:
 Ftalilsulfatiazol: Anti-Diarréico Vallée (V), Ftalil (V), Ftalil (V), Dimicin (H) e Parenterin (H);
 Mafenida: Otosulf (H);
 Succinilsulfatiazol: Não tem apresentações no Brasil;
Sulfacetamida: Avitrim Antibiótico (V), Colírio Farmavet (V), Isopto Cetapred Colírio (H), Oto-Biotic (H), e Paraqueimol (H);
Sulfaclorpiridazina: Coxulid Plus (V) e Mictasol com Sulfa (H);
Sulfadiazina de prata (= argêntica): Dermazine (H), Bactrovet Prata (V);
Sulfadiazina: Tribrissen (V), Vetaglós Pomada (V), Vetrim Velas (V), e Sulfadiazina (H);
Sulfadimerazina = Sulfametazina.
 Sulfadimetoxina: Sulfatec Inj. (V);
 Sulfadimidina = Sulfametazina;
Sulfadoxina: Borgal (V) e Fansidar (H);
Sulfaetoxipiridazina: Não tem apresentações no Brasil;  Sulfafenazol: Não tem apresentações no Brasil;
Sulfafurazol: Não tem apresentações no Brasil;
Sulfaguanidina: Sulfaguanidina (V);
 Sulfamerazina: Anti-Diarréico Vallée (V) e Kaobiotic (V);
 Sulfametazina: Biossulfan (V) e Rodissulfa Inj. (V);
 Sulfameter: Daimeton (V) e Daiprim (V);
Sulfametilpiridina = Sulfametizol;
 Sulfametina = Sulfameter;
 Sulfametizol: Não tem apresentações no Brasil;
 Sulfametonidina: Não tem apresentações no Brasil;
Sulfametopirazina: Não tem apresentações no Brasil;
 Sulfametoxazol: Afectrim (V), Sulfaprim (V), Bactrim (H) e Trimexazol (H);
 Sulfametoxidiazina = Sulfameter;
Sulfametoxidina = Sulfameter;
 Sulfametoxipiridazina: Masti-Frank Pomada Intramamária (V), Sulfinjex (V) Urofen (H) e Uropac (H);
 Sulfametoxipirimidina: Não tem apresentações no Brasil;
Sulfamezatina = Sulfametazina;
 Sulfamidina = Sulfaguanidina;
Sulfamidodimetilpirimidina = Sulfametazina;
Sulfamonometoxina = Sulfameter;
 Sulfamoxol: Supristol (H);
 Sulfanilacetamida = Sulfanilamida;
 Sulfanilamida: Cicatrizantol (V), Ungüento Vallée (V), Sulfanilamida Pó (H) e Dermatone (H);
 Sulfanilamidopirimidina = Sulfadiazina;
 Sulfanilaminotiazol = Sulfatiazol;
 Sulfanilguanidina = Sulfaguanidina;
 Sulfapiridina: Não tem apresentações no Brasil;
Sulfapirimidina = Sulfadiazina;
 Sulfaquinoxalina: Neo Sulmetina (V), Sulfaquinoxalina Duprat (V) e Vetococ SM (V).
 Sulfatalidina: Não tem apresentações no Brasil;
Sulfatiazol: Anaperan (H), Averol (V), Kaobiotic (V), e Quemisulfan (V);
Sulfisoxazol: Não tem apresentações no Brasil.

(fonte: VIANA, F. A. B. Fundamentos de terapêutica veterinária.)


 NITROFURANOS
Os nitrofuranos são considerados de amplo espectro, todavia ainda não possuem mecanismo de ação completamente elucidado,. A maioria deles, quando usado sistemicamente, determina sérias reações adversas, como hipersensibilidade, pneumonite com fibrose, urticária, dermatites, hepatotoxicidade, angioedema, anafilaxia e neurotoxicidade.

São os representantes desta classe: nitrofurantoína, nitrofurazona e furazolidona.

 -NITROFURANTOÍNA:
 Bacteriostático primordialmente, mas em altas concentrações podea atuar como bactericida.
Considerada como um anti-séptico urinário e não propriamente como um antimicrobiano, a nitrofurantoína é usada primariamente em cães, embora possa ser empregada em equino. Todavia, é contra-indicada no terço inicial da gravidez, para recém-nascidos e na insuficiência renal.

-NITROFURAZONA
É usada no tratamento local de feridas contaminadas, tendo como principal vantagem a baixa freqüência de resistência bacteriana e a inocuidade aos tecidos lesados. Pode também ser utilizada para lavagens uterinas e de cavidades externas.
Apresentações comerciais: Furacin (H, V) e Nitrofurazona (H).

 -FURAZOLIDONA (= Furaltadona ou furoxona)
Por ter ação menos eficiente que praticamente todos os outros antimicrobianos comercialmente disponíveis não é considerada como droga de primeira escolha em nenhuma situação, mas pode ser usada com algum sucesso em infecções por Trichomonas, Histomonas meleagrides e Giardia, possuindo ainda efeito irregular nas eimerioses; alguns autores propõem

Na avicultura, freqüentemente adicionada às rações como promotora de crescimento, todavia o uso de todos os nitrofuranos, com a exceção da furazolidona, foi proibido na UE em 1993.


terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

A ciência dos Cientistas



Nesse primeiro post, sim esse é o primogênito de uma família que pode ser composta por um filho único (kkkk, espero que não), gostaria de refletir um pouco de como a nossa ciência se apresenta a sociedade. Não vamos discutir ou entrar no mérito de como as pesquisas são realizadas ou qual o impacto que geram (ou não geram e muito comumente nem tem esse objetivo – apenas preencher linhas no lattes), até porque grande maioria ou quase totalidade dos pesquisadores das nossas terras tupiniquins fazem trabalhos sérios, seguem a metodologia cientifica estritamente à risca.

Meu propósito é fazer refletir como a ciência e até mesmo seus “feitores” se portam. Assim, um texto de um doutor ou de um pesquisador renomado deve possuir no mínimo meia dúzia de palavras por frase, que apenas meia dúzia de pessoas no mundo conhecem e só duas usam de fato. Ou seja, rebuscar e dificultar a fluidez do texto é por vezes confundida ou mesclada com a relevância do que se escreve.... Quanto mais difícil for de intender o texto mais respeitado é quem escreveu.

Não importa se ele está dizendo que a coloração do leite é branca, se essa informação for distribuída em diversas linhas com muitos termos “refinados” e um caminhão de linguiça o texto é replicado e referenciado um bocado de vezes mais.

Mas nestes casos em que nada relevante é apresentado, apenas compilado de forma difícil de ler, não me causa grandes incômodos. Me aborrece mais ver trabalhos extremamente interessantes e inovadores serem bombardeados de empecilhos a sua apreciação. Por vezes o texto é produzido de uma maneira tão minuciosamente orquestrado para que somente outro “expert” da área possa intender. Resultado: ciência feita para ela própria. O texto não circula entre colegas, entre alunos da graduação, entre pessoas de outras áreas .... (em fim, nasce com a capa da invisibilidade do Potter)

Não entendam mal, não estou levantando bandeiras para vulgarizar a maneira de escrever, fazer virar texto do zorra total. Estou sugerindo a objetividade nas publicações cientificas, redigir de maneira clara, com linguagem cientifica mas sem a parte da elitização burra.

De maneira simples: a Ciência deve ser feita para a inovação, para ajudar e impactar na vida de todos e não como uma forma de demonstrar o quão culto e conhecedor de dialetos é o autor.


PS: lendo um texto essa semana, que me motivou a começar com esse tópico, de um MV Msc. Dr. em que ele usou 12 linhas do artigo, 4 referencias internacionais (: o), e 3 termos em latim para dizer que sua pesquisa não tinha encontrado diferença de nem uma forma com as pesquisas já realizadas anteriormente. Ou seja, as 12 linhas poderiam ter sido substituídas por: “Não foram observadas diferenças relevantes e estáticas com a base de dados da bibliográfica consultada.”                      Ainda bem que palavra não paga imposto... ainda.